Demanda por silos-bolsa cresce no Brasil

A grande produtividade da última safra de grãos e a queda nos preços praticados – o que faz com que muitos produtores decidam esperar um melhor momento para comercializar seu produto -, aliadas a um déficit de armazenagem no país, têm contribuído para que a demanda por silos-bolsa venha crescendo no Brasil. Em algumas empresas consultadas, os pedidos chegaram a dobrar de volume nessa safra.

E atendê-los pode não ser tão simples no caso das importadoras. “Nós importamos da Argentina, então isso limita, pois há um processo burocrático a ser cumprido. Então temos que determinar bem o que vamos vender no ano”, diz Hector Malinarich, diretor técnico e comercial da IpesaSilo. O mesmo problema se repete na Bovitech, que importa da China e da Argentina. “No momento, não temos a capacidade financeira de adiantar R$ 5 ou R$ 6 milhões, por exemplo, para garantir estoque antecipado”, afirma Guilherme Heller, proprietário da empresa. A Ipesa espera um aumento ainda maior nos próximos dois meses. “Estamos nos preparando para uma procura violenta nesse período”.

Ainda não tão difundidos, os silos-bolsa se apresentam como alternativa prática para áreas carentes de armazenagem. “De acordo com nossas observações em campo e em trabalhos com produtores, o uso ainda é tímido, mas tem muito potencial para crescimento”, conta Marco Aurélio Guerra Pimentel, pesquisador de armazenamento e pragas de grãos armazenados da Embrapa Milho e Sorgo. Pimentel aponta como vantagens desse tipo de silo a capacidade variável, o fato de que os grãos podem ser mantidos na área de cultivo, reduzindo custos com transporte, além de o produtor ter a opção de segregar o produto colhido, separando grãos de qualidades diferentes que poderão atender mercados distintos.

Fonte/Créditos: Portal DBO

Comentários pelo Facebook