História mal-contada, a do Zé Mineiro na JBS

Depois das acusações do presidente do BNDES de que a eleição do patriarca e fundador José Batista Sobrinho para presidir o grupo JBS foi feita “na calada da noite” e da resposta da empresa dizendo que estavam lá todos os conselheiros, inclusive a representante do BNDES (uma, pois a segunda cadeira do bancoestá vaga pela renúncia do empresário Maurício Luchetti, um ex-executivo da Ambev e do Grupo Votorantim), fica a ideia de que não estão contando toda a história.

A conselheira do BNDES que foi lá e votou é Cláudia de Azeredo Santos não é um tolinha, mas uma conceituada advogada, com passagem na administração de grandes empresas (Aracruz, Embratel  CSN) e foi indicada já no Governo Temer, durante a gestão de Maria Sílvia Bastos.

Não é possível que tenha ido “por acaso”, sem conversar com a direção do banco,  numa reunião do Conselho de Administração em meio à crise em que se encontra JBS, com os controladores presos sem avisar a direção do BNDES que, afinal, ela representa.

O presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, pelas posições que vem tomando em defesa do banco público, merece crédito, em princípio. Mas precisa trazer explicações sobre o voto da conselheira que representava o BNDES, até para mostrar se, de fato, levou uma “pedalada” no caso.

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